
Friday, August 17, 2007
De finais de Março ou princípios de Abril de 2006:


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Começo a pensar e desdigo-me, ao não dizer nada. Os pensamentos atropelam-se censuras.
Desabotoo-me e derivo pela nudez que treme de frio e dôr-chicotes.
Faço argh, muitas vezes. O dia nasceu, morreu e nem passei de uns breves espasmos de próprio, rapidamente alheado pelo acontecimento duradoiro e falso por dentro.
Chateio-me. Não me fiz entender, nem me fiz tomar atitudes por aí e além. Que pelo menos diga isto ou aquilo a aquele ou aquel'outro... Não me contento com o esquecimento e a espera neste compasso a meia quimera do impasse em que atordôo de ter difuso o pensamento, vaga, quase ausente, a emoção, escuro, quase morto, o próprio. Quem está a escrever isto? Esta agitação de estar semi-expectante do môrno ciclo de alma dispersa, semi-propulsionado a recuperar, reajustar um algo indefinido que reside no convívio e na expressão concreta, ainda que remetida a peripatética, disparatada, nesta concepção tão ansiosa e metade.
Devo aceitar o sono, mas não devo aceitar o sono.
Devo aceitar a pessoa com sono que foi a pessoa de outras ocasiões, noutras medidas, há pouco, mas o suficiente para não o ser agora; a pessoa transportando outras relíquias sem o ser, e precisamente por isso preciosas neste sentido nocturno de ares densos, vibrantes. Virar a página, dormir e acordar.
De Março de 2006 (está complicado recordar-me da ordem original dos bocados de texto... a transcrição pode por isso não estar ideal):


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Aquando do cenário crítico, uma das fases. Tantas diferenças vividas...
À calma da lâmpada escrevo isto, que norma geral demonstro por mal-entendidos, o primeiro instante em que por meramente distraído me deixo somar ou subtrair por esses passos, respostas ou gestos de reacção inexplicável contrabalanceada pela ora inconclusa, ora evasiva vergonha de si mesma.
O passo alheado em preocupações sente-se observado em velocidades e é a cruz de querer-vos falar, a extinção da flexibilidade na comunicação, materializada no torpor de uma quebra no pensar, na lentidão constrangedora do instalar-se um quase vácuo emocional que absorve o sentido de presença até restarem as sombras. Por vezes resisto, mas por alarmado já, e portanto sem o sangue-frio para emergir de imensos impasses dos nervos. E o que fica? Os destroços pessoais de um cérebro contraposto a si mesmo (sem que o esteja pensando, está-lo sentindo), e a renovada consciência da importância de sublinhar a irrelevência dos deslizes, o errado que é o sentir-me assim a mais do momento (i.e., o cuidado de não extrapolar), o valor que me tenho (postular a incompreensão ou precipitação, do mundo ou da minha sua conceptualização àquele instante crítico como as causas daquilo que é mais um estado, entidade variável e rica).
De Março de 2006:

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Esta desorientação em meu ser é enorme.
Não por ser maior que as outras, mas por consistir na incapacidade de a descrever dada a descoordenação que ela mesma em mim induz.
Enfim...
Permiti-me sonhar umas coisas ali por uns tempos, já com as ressalvas do atemporal e da reduzida importância, da baixa prioridade face ao zelo, grosso modo. Por outro lado, a construção foi entretanto ocupada por este outro âmbito, o da universidade, e é essa agora a pouca importância que vai regendo. Também tem frutos, e panóplia de modelos, conquanto a insistência em especificidades frequentemente restrinja ao enfoque em acções e resultados igualmente específicos.
E o mais que tudo, são as páginas todas por dizer, os segundos que foram, tais como este, mas que foram breves demais na absorção.
De Março de 2006:
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Ando descuidado comigo. E nisto, quando me reconfiguro para uma tomada de posse, descuido-me um pouco mais ainda e mantenho um pouco mais a confusão.
Hoje fui à Baixa. Estive à espera. Mas nada, ao que, conquanto não estivesse totalmente prisioneiro, também não não estava liberto o suficiente d'um mínimo de inevitabilidade da presença e do adiamento das ideias desregradas. Já cá, perturbei-me de agitação na inconsciência do desejo, porquanto solto e relativamente capaz até estivesse. O mal não é esse, não é o objectivo físico; é a deterioração da identidade a que me proponho, na ligeira alternativa em que procuro ignorar um certo conjunto de pressões, que devia assumir e ignorar, mas por sabedoria, não por ignorância. Blá.
Esta descrição é já desprovida do importante, continua a ser muito superficial, ao nível do macroscópico, da modelação em simples. Há mais variáveis, e a questão é mais subtil.
Tudo demasiado tambores, e tal importa. Tolda o acesso à mente-eu; reobriga à descompressão social, numa próxima ocasião. É ser algo próximo de mim, e QUE SE LIXE.
(Isto foi escrito um bocado à toa e de cor, a tentar recuperar a noção dos meus resultados.)
Friday, February 03, 2006
De uma noite de Dezembro (6):

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Passavas hoje por mim, anónima.
Subiste, enfileirada, na escada da distracção que escolheste, por vontade ou falta dela. Gostaria de te dizer que sorri por dentro, ou de te ter sorrido por fora. Não fiz nenhuma das coisas. Não repudiei. Acenei, quase sombrio, ao silêncio, e a noite fez-se continuar de noite. Não gritei, portanto, nem para fora nem para dentro, não tinha o que gritar, para quê? Não alimentei o teu escárnio do superficial, a tua retirada dos sentidos assentes, o teu lado político em regime dividido, no intervalo entre o desejo de austero e o mero constatar entrecortado, sem grande espírito. Fechei, a menos de frestas, a porta a psico-dramas de suposições. Lá no alto do teu caminho recto olhaste-me, num após. Interpelaste-me. Fomos, casuais, e lá voltámos um outro tanto. De tudo isto, só espero uma coisa: que naquelas fracções de segundo que parecem queixas infinitas não me tenhas odiado. O resto é vago e incontornável de tão eu.
De novo abandonado pelo meu sentido estático e marginal.

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Passavas hoje por mim, anónima.
Subiste, enfileirada, na escada da distracção que escolheste, por vontade ou falta dela. Gostaria de te dizer que sorri por dentro, ou de te ter sorrido por fora. Não fiz nenhuma das coisas. Não repudiei. Acenei, quase sombrio, ao silêncio, e a noite fez-se continuar de noite. Não gritei, portanto, nem para fora nem para dentro, não tinha o que gritar, para quê? Não alimentei o teu escárnio do superficial, a tua retirada dos sentidos assentes, o teu lado político em regime dividido, no intervalo entre o desejo de austero e o mero constatar entrecortado, sem grande espírito. Fechei, a menos de frestas, a porta a psico-dramas de suposições. Lá no alto do teu caminho recto olhaste-me, num após. Interpelaste-me. Fomos, casuais, e lá voltámos um outro tanto. De tudo isto, só espero uma coisa: que naquelas fracções de segundo que parecem queixas infinitas não me tenhas odiado. O resto é vago e incontornável de tão eu.
De novo abandonado pelo meu sentido estático e marginal.
De uma noite de Dezembro (5):


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Pois afinal é sempre tão simples apanhar um solavanco e transformá-lo no nosso novo embalo de fingir... E quase esquecer tudo, embora esteja sempre lá, no tilintar do gesto. E as horas... Meu Deus as horas! Uma vontade enorme de chorar vastidão. Um sonho sem noite, sem espaço, sem tempo. Os restos. As conotações dos sempres mergulhando em convulso. Uma vontade de pegar na guitarra e esperar que ela me absorva o choro e o pensamento. A dócil madrugada quase calma. Uma divertida lotaria de palavras de sempre, dos gestos escritos de sempre, apenas baralhados de forma diferente mas os naipes esses não mudam nunca.
Adoro-te, alguém como eu. Sejamos tudo, tu que não ouves, e eu que não sou. Adoro-te chorosamente. Esta noite és tu.
Mas não vale a pena perder estes abraços, se nada há. Mas valerá a pena guardá-los ou será uma falsa missão disfarçada? Não sei bem, pode ser apenas o estancar anti-pervasividade de certas respostas descontroladas e gritantes na sua surdina stressada. Mas haverá correlação? Já não sei bem. Mas haverá alguma sim. Acredito por agora que sim, sem intuição, mas com uma vaga lembrança sem essência da conclusão propriamente dita. Mas este sou eu, à partida, pelo menos na medida em que não há aqui grandes enleios de projecção pretenciosa expectante de um âmbito de reconhecimento social de alguma espécie. Ou é só o querer repetir as frases que já ouvi, os estigmas institucionalizados num determinado enquadramento? O encontrar-me a que estou curvado resumir-se-à ao revolver bibliotecas de outros faladores, outros seres adjuntos, sem concretamente, mas sim ao género subentendido por algum estrato e que eles representavam, nos padrões de entoação, construção e escolha de prioridade semântica? Mas não... se o que eu busco é um afastar-me de fugas e regras, o fraseio nesse sentido é um passo secundário. A importância está no quanto de advento é colocado nessa vertente. Para tal, minimizar assim é automaticamente ressequir demandas de falsidade e focalizar o bem-estar e descontracção, gradual evidentemente, pois não se manda na mente, modera-se-la ciclicamente, verga-se-la amigavelmente. Poetiza-se a distracção após cada algo necessário enquanto sentido. Escolhas e refinamentos sem maior drama ilusório que o do riso ou do sorriso. Ainda bem que existe tal, suponho. Mesmo que possa não se estar disposto a reconhecê-lo, dada a fatalidade, é contudo necessariamente uma regalia que de outra forma se lamentaria não existir, por omissão. Assim o especulo, pequenos requintes como os que passaram e passarão.


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Pois afinal é sempre tão simples apanhar um solavanco e transformá-lo no nosso novo embalo de fingir... E quase esquecer tudo, embora esteja sempre lá, no tilintar do gesto. E as horas... Meu Deus as horas! Uma vontade enorme de chorar vastidão. Um sonho sem noite, sem espaço, sem tempo. Os restos. As conotações dos sempres mergulhando em convulso. Uma vontade de pegar na guitarra e esperar que ela me absorva o choro e o pensamento. A dócil madrugada quase calma. Uma divertida lotaria de palavras de sempre, dos gestos escritos de sempre, apenas baralhados de forma diferente mas os naipes esses não mudam nunca.
Adoro-te, alguém como eu. Sejamos tudo, tu que não ouves, e eu que não sou. Adoro-te chorosamente. Esta noite és tu.
Mas não vale a pena perder estes abraços, se nada há. Mas valerá a pena guardá-los ou será uma falsa missão disfarçada? Não sei bem, pode ser apenas o estancar anti-pervasividade de certas respostas descontroladas e gritantes na sua surdina stressada. Mas haverá correlação? Já não sei bem. Mas haverá alguma sim. Acredito por agora que sim, sem intuição, mas com uma vaga lembrança sem essência da conclusão propriamente dita. Mas este sou eu, à partida, pelo menos na medida em que não há aqui grandes enleios de projecção pretenciosa expectante de um âmbito de reconhecimento social de alguma espécie. Ou é só o querer repetir as frases que já ouvi, os estigmas institucionalizados num determinado enquadramento? O encontrar-me a que estou curvado resumir-se-à ao revolver bibliotecas de outros faladores, outros seres adjuntos, sem concretamente, mas sim ao género subentendido por algum estrato e que eles representavam, nos padrões de entoação, construção e escolha de prioridade semântica? Mas não... se o que eu busco é um afastar-me de fugas e regras, o fraseio nesse sentido é um passo secundário. A importância está no quanto de advento é colocado nessa vertente. Para tal, minimizar assim é automaticamente ressequir demandas de falsidade e focalizar o bem-estar e descontracção, gradual evidentemente, pois não se manda na mente, modera-se-la ciclicamente, verga-se-la amigavelmente. Poetiza-se a distracção após cada algo necessário enquanto sentido. Escolhas e refinamentos sem maior drama ilusório que o do riso ou do sorriso. Ainda bem que existe tal, suponho. Mesmo que possa não se estar disposto a reconhecê-lo, dada a fatalidade, é contudo necessariamente uma regalia que de outra forma se lamentaria não existir, por omissão. Assim o especulo, pequenos requintes como os que passaram e passarão.
De uma noite de Dezembro (4):

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Afinal porquê tudo isto? Só porque não fui tão divertido na tua acepção - só porque não correspondo aos moldes de pessoa esculpida em que enclausuras a diversão. Só por isto, justificavam-se tantas páginas mortas ao vento? Enfim. Foste uma história muito confusa, tristemente confusa, independentemente de quão triste ou alegre não chegava a ser. O que perdi? Tempo e células. O que ganhei? Duvidoso. Mas ganhei o fio do percurso até aqui, como sempre. Logo estas questões não se colocam. Resta agora perceber de verdade, quem se esconde em todo o lado. Continuar a inutilidade destes desvios sem horários. Tentar ceder o mínimo. Ser eu, pois sou o único valor que tenho. Tentar sossegar os corações aflitos nos meus instantes pós-ímpeto e os inconformados corações nas horas que se lhes seguem.

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Afinal porquê tudo isto? Só porque não fui tão divertido na tua acepção - só porque não correspondo aos moldes de pessoa esculpida em que enclausuras a diversão. Só por isto, justificavam-se tantas páginas mortas ao vento? Enfim. Foste uma história muito confusa, tristemente confusa, independentemente de quão triste ou alegre não chegava a ser. O que perdi? Tempo e células. O que ganhei? Duvidoso. Mas ganhei o fio do percurso até aqui, como sempre. Logo estas questões não se colocam. Resta agora perceber de verdade, quem se esconde em todo o lado. Continuar a inutilidade destes desvios sem horários. Tentar ceder o mínimo. Ser eu, pois sou o único valor que tenho. Tentar sossegar os corações aflitos nos meus instantes pós-ímpeto e os inconformados corações nas horas que se lhes seguem.
De uma noite de Dezembro (3):


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Há um impasse entre o eu que se dirige ao outro e a desistência em forma de frase, trejeito ou pânico até. As visões de completude perdem-se, agora. Por trás, a partilha apenas?
Não sei. Quando vos busco, é ao riso brutal e pleno de mim. Mesmo que morra a mensagem, o momento e o resto até. Drogas? Para quê, se existo? O mar é atraente quando se dão umas braçadas. Estou a remar meio cá meio lá.
As ruas do centro comercial, quando as dispo, reflectem a minha vontade de ser reflectido. Atordoa, ter os aquilos tudos em suspenso, enquanto se poliniza uns momentos. Mas o afastamento já se ditou inadequado. Conduziram-me ali e agora compete-me largar os freios. Recuso-me a encarar isto como uma aprendizagem, num sentido maior e místico e social. É uma aprendizagem, se quisermos, mas técnica e de libertação. O etc., pensei e observei anos a fio. No centro falei às pessoas. É escusado de facto falar em silêncio. É importantíssimo dizer, dizer, dizer. Ir ao encontro do coração em abandono e respirar. Aos poucos, e apesar de ninguém estar disposto a compreender. O frémito - de novo, o frémito. Mas desta vez, em forma de frémito. Irreais, as voltas dadas neste sem-espaço da mente. Percorri montanhas de emoções, relativamente opostas, e agora, espairo-me em frémito de verdade.
Tudo foi igualmente de verdade, claro. Infelizmente, as rédeas são bem reais.


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Há um impasse entre o eu que se dirige ao outro e a desistência em forma de frase, trejeito ou pânico até. As visões de completude perdem-se, agora. Por trás, a partilha apenas?
Não sei. Quando vos busco, é ao riso brutal e pleno de mim. Mesmo que morra a mensagem, o momento e o resto até. Drogas? Para quê, se existo? O mar é atraente quando se dão umas braçadas. Estou a remar meio cá meio lá.
As ruas do centro comercial, quando as dispo, reflectem a minha vontade de ser reflectido. Atordoa, ter os aquilos tudos em suspenso, enquanto se poliniza uns momentos. Mas o afastamento já se ditou inadequado. Conduziram-me ali e agora compete-me largar os freios. Recuso-me a encarar isto como uma aprendizagem, num sentido maior e místico e social. É uma aprendizagem, se quisermos, mas técnica e de libertação. O etc., pensei e observei anos a fio. No centro falei às pessoas. É escusado de facto falar em silêncio. É importantíssimo dizer, dizer, dizer. Ir ao encontro do coração em abandono e respirar. Aos poucos, e apesar de ninguém estar disposto a compreender. O frémito - de novo, o frémito. Mas desta vez, em forma de frémito. Irreais, as voltas dadas neste sem-espaço da mente. Percorri montanhas de emoções, relativamente opostas, e agora, espairo-me em frémito de verdade.
Tudo foi igualmente de verdade, claro. Infelizmente, as rédeas são bem reais.
De uma noite de Dezembro (2):


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Do esforço da manhã, nasce uma rua rectilínea como a missão de se estar mal disposto por omissão, e pela inconsciência menos culpada das pedras e dos buracos entre algumas das pedras. As intrínsecas pessoas já fardadas de em redor e de típico englobam já a descrença implícita às suas crenças. Globais, assomo-as de uma interdisciplina qualquer de indiferença geral. Teço pequenos bordados pictóricos e esperançosos em que dos carris do Metro, ou das memórias, emanam risos e sorrisos interpessoais e singulares, e habito alguma intenção instantânea de bem-estar, ou estar, apenas. Inserção em pequena escala repete-se e repercute-se em emoções de simplicidade que dão espaço ao ténue parto universal, da potencial liberdade, exagerado oh, sem cinematográficos rodopios de ballet intelectual, meros círculos descentrados de alguma saúde em anexo, e um eu constante, em despertar vago e cauteloso. Na selva interior ecoa um também exagerado despertador, e densos, os gritos de alarme querem também ser ouvidos em egoísmo religioso. Palpitam a par com o antagónico assentar pés, pouco ou muito descalços de botas combatentes. Evita-se o arrasto mas também o petrificante, sem fórmulas para lá da osmose respiratória e espiritual, adversos zumbidos e tons. Acredita-se de quando a quando nas tentativas pontuais, e assim se evita cair morto, logo de manhã, na vida.


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Do esforço da manhã, nasce uma rua rectilínea como a missão de se estar mal disposto por omissão, e pela inconsciência menos culpada das pedras e dos buracos entre algumas das pedras. As intrínsecas pessoas já fardadas de em redor e de típico englobam já a descrença implícita às suas crenças. Globais, assomo-as de uma interdisciplina qualquer de indiferença geral. Teço pequenos bordados pictóricos e esperançosos em que dos carris do Metro, ou das memórias, emanam risos e sorrisos interpessoais e singulares, e habito alguma intenção instantânea de bem-estar, ou estar, apenas. Inserção em pequena escala repete-se e repercute-se em emoções de simplicidade que dão espaço ao ténue parto universal, da potencial liberdade, exagerado oh, sem cinematográficos rodopios de ballet intelectual, meros círculos descentrados de alguma saúde em anexo, e um eu constante, em despertar vago e cauteloso. Na selva interior ecoa um também exagerado despertador, e densos, os gritos de alarme querem também ser ouvidos em egoísmo religioso. Palpitam a par com o antagónico assentar pés, pouco ou muito descalços de botas combatentes. Evita-se o arrasto mas também o petrificante, sem fórmulas para lá da osmose respiratória e espiritual, adversos zumbidos e tons. Acredita-se de quando a quando nas tentativas pontuais, e assim se evita cair morto, logo de manhã, na vida.
De uma noite de Dezembro (1):

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Mais uns exercícios de auto-flagelo lívido e teórico, por assoar. Quando as pontas dos dedos drásticos levam as deles avante...
Permito-me arrastar, aos poucos mais, com a falsa condescendência de quem não assume um erro, e aguardo o fatal desenrolar dos acontecimentos que espiolho desnaturadamente sequioso e por existir. Os pequenos trechos de dia, que, por vezes, trancam de contenção a fechadura que faltava. A contenção de contenções esvaída alimenta o jardim contraditório de uma flor, várias vezes ao dia associal e vendido. Os negócios incessantes de miniaturas num mercado negro de escondido, em clímax de transacções por debitar. A lentidão absurda em gestos intensos de vazio preemptório e nervoso, a água prestes a ferver numa chaleira frígida.
E nisto, mais suspiros alternam mais irrequietude, e por fim mais suspiros. Uma voz suave, serena, e pacífica de apaziguamento envolvente por fim, não se ouve, e sem impacto esmorecem-se prenúncios de mudança.
Enquanto isso, viram-se mais páginas sempre incompletas do livro idêntico.

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Mais uns exercícios de auto-flagelo lívido e teórico, por assoar. Quando as pontas dos dedos drásticos levam as deles avante...
Permito-me arrastar, aos poucos mais, com a falsa condescendência de quem não assume um erro, e aguardo o fatal desenrolar dos acontecimentos que espiolho desnaturadamente sequioso e por existir. Os pequenos trechos de dia, que, por vezes, trancam de contenção a fechadura que faltava. A contenção de contenções esvaída alimenta o jardim contraditório de uma flor, várias vezes ao dia associal e vendido. Os negócios incessantes de miniaturas num mercado negro de escondido, em clímax de transacções por debitar. A lentidão absurda em gestos intensos de vazio preemptório e nervoso, a água prestes a ferver numa chaleira frígida.
E nisto, mais suspiros alternam mais irrequietude, e por fim mais suspiros. Uma voz suave, serena, e pacífica de apaziguamento envolvente por fim, não se ouve, e sem impacto esmorecem-se prenúncios de mudança.
Enquanto isso, viram-se mais páginas sempre incompletas do livro idêntico.
Saturday, December 31, 2005
De uma noite de Verão:



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As memórias que me esqueço de esquecer são pregos que perfuram a minha vontade própria de ser alguém, não o próprio ninguém que atesta vontades. Recordações de dores que amordaçam a voz que manda calar o militar estático e sofregamente disciplinado em paradas civis, estandarte vivo de uma ditadura sem país. Forças invisíveis que reforçam o betão de um muro invisível, entre imaginações pomposamente simples, acessos de raiva branda na sua impotência, esquissos de honra-estima crivada de manchas-consciência e outros produtos da repetitiva repetição de diversidades nunca verdadeiras enquanto palco de mim, falsas sempre enquanto telas das projecções do não-ser, longa metragem sem os princípios e fins, ou mesmo os meios, atleta sem pistas planas ou acidentadas, eco asfixiado num sítio sem acústica.
Surgem calmas compreensivas de ânsias presentes, ânsias de calmas ausentes, e intervalos sem nexo ou descrição. Depois, surgem sinais do mundo, demonstrações mundanas do tique-taque sem compasso que perfaz os algos, numa banalidade exemplar enquanto escasseia de resto. A observação, a eventual busca da eventualidade de contrapôr algum algo, as sensações semi-livres sob a remota hipótese de despertar. Contempla-se, vêm mais tique-taques, ainda carregados de grãos de acção, potencial alpista para o pássaro pouco alado. As memórias alimentam agora a reviravolta neste torneio sem freio que é a cavalgada interior em campos com poucas espigas de milho do passado, obrigando a uma ceifa eficaz. A necessidade é saltar do corcel, num grito em forma de frase, gesto ou mesmo grito, mas sem queda, pois não há alturas nem vertigens numa voz, só no seu após. É preciso lembrar ao alpinista em queda livre que tem uma corda e pode parar de cair, e retornar à sua condição de pensador funcional do próximo rochedo a pisar, expectante mas só semi. Mas e o topo, que nos atira à cara a sua distância, intangibilidade ridícula pois desperta-nos o tacto, falta de nitidez agreste na sua imóvel cegueira de não nos ver a visão.
Mera indiferença de tudo, e a diferença que isso suscita, nas equações diferenciais da alma sem certeza. Mas novo tique-taque é um bom pretexto para resfolegar, tentando não cair na armadilha de o julgar como os outros. Este é menos promissor, não por ser diferente dos outros, apenas dada a minha passageira tendência à incredulidade do então. Sabendo os riscos, olha-se com menos alento, sem apelar a esperanças impossíveis num instante marcadamente retraído, sem espaço para marcas que me retratem. Desse conformismo ressurgem desejos, ou melhor, desejozinhos que abrem novas frestas nas portas várias, mais conclusivamente ou menos, mas libertadoras (claro que meras partículas de um universo de casas, potencialmente cidade acolhedora, segura e imprevísivel). E desses se parte para a faixa seguinte deste disco-mescla de nada nos tudos dos excessos de constatações e antecipações, com os algos nos pequenos nadas que nhé nhé nhé



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As memórias que me esqueço de esquecer são pregos que perfuram a minha vontade própria de ser alguém, não o próprio ninguém que atesta vontades. Recordações de dores que amordaçam a voz que manda calar o militar estático e sofregamente disciplinado em paradas civis, estandarte vivo de uma ditadura sem país. Forças invisíveis que reforçam o betão de um muro invisível, entre imaginações pomposamente simples, acessos de raiva branda na sua impotência, esquissos de honra-estima crivada de manchas-consciência e outros produtos da repetitiva repetição de diversidades nunca verdadeiras enquanto palco de mim, falsas sempre enquanto telas das projecções do não-ser, longa metragem sem os princípios e fins, ou mesmo os meios, atleta sem pistas planas ou acidentadas, eco asfixiado num sítio sem acústica.
Surgem calmas compreensivas de ânsias presentes, ânsias de calmas ausentes, e intervalos sem nexo ou descrição. Depois, surgem sinais do mundo, demonstrações mundanas do tique-taque sem compasso que perfaz os algos, numa banalidade exemplar enquanto escasseia de resto. A observação, a eventual busca da eventualidade de contrapôr algum algo, as sensações semi-livres sob a remota hipótese de despertar. Contempla-se, vêm mais tique-taques, ainda carregados de grãos de acção, potencial alpista para o pássaro pouco alado. As memórias alimentam agora a reviravolta neste torneio sem freio que é a cavalgada interior em campos com poucas espigas de milho do passado, obrigando a uma ceifa eficaz. A necessidade é saltar do corcel, num grito em forma de frase, gesto ou mesmo grito, mas sem queda, pois não há alturas nem vertigens numa voz, só no seu após. É preciso lembrar ao alpinista em queda livre que tem uma corda e pode parar de cair, e retornar à sua condição de pensador funcional do próximo rochedo a pisar, expectante mas só semi. Mas e o topo, que nos atira à cara a sua distância, intangibilidade ridícula pois desperta-nos o tacto, falta de nitidez agreste na sua imóvel cegueira de não nos ver a visão.
Mera indiferença de tudo, e a diferença que isso suscita, nas equações diferenciais da alma sem certeza. Mas novo tique-taque é um bom pretexto para resfolegar, tentando não cair na armadilha de o julgar como os outros. Este é menos promissor, não por ser diferente dos outros, apenas dada a minha passageira tendência à incredulidade do então. Sabendo os riscos, olha-se com menos alento, sem apelar a esperanças impossíveis num instante marcadamente retraído, sem espaço para marcas que me retratem. Desse conformismo ressurgem desejos, ou melhor, desejozinhos que abrem novas frestas nas portas várias, mais conclusivamente ou menos, mas libertadoras (claro que meras partículas de um universo de casas, potencialmente cidade acolhedora, segura e imprevísivel). E desses se parte para a faixa seguinte deste disco-mescla de nada nos tudos dos excessos de constatações e antecipações, com os algos nos pequenos nadas que nhé nhé nhé
De 7 de Abril, à noite:
A ideia do dramatismo enoja-me algures no espectro de hipóteses de mundo.
Vive-se devagar, por ser a mudança crucial sem peso para lá do destino, inflingindo não mais que uma linha na escrita. Recapitularam-se entretanto insistências em meras confirmações e no esbater do garrido envolvente, por demais. Com um toque de agrado, hoje, apesar do estaticismo situacional acima lido. Espaço para confiança, embora sem graças em particular.
Não basta o estar ciente, de nenhum lado da barreira. Pouco interessa até.. Apenas liberta espaço, útil ou não. O restante que o digam os pontos da recta.
O naturalmente será a pior parte, pois continua estigmatizado pelo vento imperceptível.
Passar das portas do átrio-liberdade para a consumação. O comando, provindo de dentro, e não das coisas, das limitações sem nome.
A ideia do dramatismo enoja-me algures no espectro de hipóteses de mundo.
Vive-se devagar, por ser a mudança crucial sem peso para lá do destino, inflingindo não mais que uma linha na escrita. Recapitularam-se entretanto insistências em meras confirmações e no esbater do garrido envolvente, por demais. Com um toque de agrado, hoje, apesar do estaticismo situacional acima lido. Espaço para confiança, embora sem graças em particular.
Não basta o estar ciente, de nenhum lado da barreira. Pouco interessa até.. Apenas liberta espaço, útil ou não. O restante que o digam os pontos da recta.
O naturalmente será a pior parte, pois continua estigmatizado pelo vento imperceptível.
Passar das portas do átrio-liberdade para a consumação. O comando, provindo de dentro, e não das coisas, das limitações sem nome.




