De uma noite de Dezembro (3):


=== === ===
Há um impasse entre o eu que se dirige ao outro e a desistência em forma de frase, trejeito ou pânico até. As visões de completude perdem-se, agora. Por trás, a partilha apenas?
Não sei. Quando vos busco, é ao riso brutal e pleno de mim. Mesmo que morra a mensagem, o momento e o resto até. Drogas? Para quê, se existo? O mar é atraente quando se dão umas braçadas. Estou a remar meio cá meio lá.
As ruas do centro comercial, quando as dispo, reflectem a minha vontade de ser reflectido. Atordoa, ter os aquilos tudos em suspenso, enquanto se poliniza uns momentos. Mas o afastamento já se ditou inadequado. Conduziram-me ali e agora compete-me largar os freios. Recuso-me a encarar isto como uma aprendizagem, num sentido maior e místico e social. É uma aprendizagem, se quisermos, mas técnica e de libertação. O etc., pensei e observei anos a fio. No centro falei às pessoas. É escusado de facto falar em silêncio. É importantíssimo dizer, dizer, dizer. Ir ao encontro do coração em abandono e respirar. Aos poucos, e apesar de ninguém estar disposto a compreender. O frémito - de novo, o frémito. Mas desta vez, em forma de frémito. Irreais, as voltas dadas neste sem-espaço da mente. Percorri montanhas de emoções, relativamente opostas, e agora, espairo-me em frémito de verdade.
Tudo foi igualmente de verdade, claro. Infelizmente, as rédeas são bem reais.


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Há um impasse entre o eu que se dirige ao outro e a desistência em forma de frase, trejeito ou pânico até. As visões de completude perdem-se, agora. Por trás, a partilha apenas?
Não sei. Quando vos busco, é ao riso brutal e pleno de mim. Mesmo que morra a mensagem, o momento e o resto até. Drogas? Para quê, se existo? O mar é atraente quando se dão umas braçadas. Estou a remar meio cá meio lá.
As ruas do centro comercial, quando as dispo, reflectem a minha vontade de ser reflectido. Atordoa, ter os aquilos tudos em suspenso, enquanto se poliniza uns momentos. Mas o afastamento já se ditou inadequado. Conduziram-me ali e agora compete-me largar os freios. Recuso-me a encarar isto como uma aprendizagem, num sentido maior e místico e social. É uma aprendizagem, se quisermos, mas técnica e de libertação. O etc., pensei e observei anos a fio. No centro falei às pessoas. É escusado de facto falar em silêncio. É importantíssimo dizer, dizer, dizer. Ir ao encontro do coração em abandono e respirar. Aos poucos, e apesar de ninguém estar disposto a compreender. O frémito - de novo, o frémito. Mas desta vez, em forma de frémito. Irreais, as voltas dadas neste sem-espaço da mente. Percorri montanhas de emoções, relativamente opostas, e agora, espairo-me em frémito de verdade.
Tudo foi igualmente de verdade, claro. Infelizmente, as rédeas são bem reais.

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