De finais de Março ou princípios de Abril de 2006:


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Começo a pensar e desdigo-me, ao não dizer nada. Os pensamentos atropelam-se censuras.
Desabotoo-me e derivo pela nudez que treme de frio e dôr-chicotes.
Faço argh, muitas vezes. O dia nasceu, morreu e nem passei de uns breves espasmos de próprio, rapidamente alheado pelo acontecimento duradoiro e falso por dentro.
Chateio-me. Não me fiz entender, nem me fiz tomar atitudes por aí e além. Que pelo menos diga isto ou aquilo a aquele ou aquel'outro... Não me contento com o esquecimento e a espera neste compasso a meia quimera do impasse em que atordôo de ter difuso o pensamento, vaga, quase ausente, a emoção, escuro, quase morto, o próprio. Quem está a escrever isto? Esta agitação de estar semi-expectante do môrno ciclo de alma dispersa, semi-propulsionado a recuperar, reajustar um algo indefinido que reside no convívio e na expressão concreta, ainda que remetida a peripatética, disparatada, nesta concepção tão ansiosa e metade.
Devo aceitar o sono, mas não devo aceitar o sono.
Devo aceitar a pessoa com sono que foi a pessoa de outras ocasiões, noutras medidas, há pouco, mas o suficiente para não o ser agora; a pessoa transportando outras relíquias sem o ser, e precisamente por isso preciosas neste sentido nocturno de ares densos, vibrantes. Virar a página, dormir e acordar.

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