Friday, February 03, 2006

De uma noite de Dezembro (1):



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Mais uns exercícios de auto-flagelo lívido e teórico, por assoar. Quando as pontas dos dedos drásticos levam as deles avante...
Permito-me arrastar, aos poucos mais, com a falsa condescendência de quem não assume um erro, e aguardo o fatal desenrolar dos acontecimentos que espiolho desnaturadamente sequioso e por existir. Os pequenos trechos de dia, que, por vezes, trancam de contenção a fechadura que faltava. A contenção de contenções esvaída alimenta o jardim contraditório de uma flor, várias vezes ao dia associal e vendido. Os negócios incessantes de miniaturas num mercado negro de escondido, em clímax de transacções por debitar. A lentidão absurda em gestos intensos de vazio preemptório e nervoso, a água prestes a ferver numa chaleira frígida.
E nisto, mais suspiros alternam mais irrequietude, e por fim mais suspiros. Uma voz suave, serena, e pacífica de apaziguamento envolvente por fim, não se ouve, e sem impacto esmorecem-se prenúncios de mudança.
Enquanto isso, viram-se mais páginas sempre incompletas do livro idêntico.

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